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ENSAIOS DOS DIAS


Corres como os meus dias, clara com a água
És a minha verdade, meu testemunho
Meu verso da mocidade
Como pena levada pelo vento
Desafias os poderes da tempestade

Uma verdade de tristeza e desejo
Ergues teu punho
E gritas saudade
Gostava que me lesses um poema

Que me deixasses olhar-te quando te olhas ao espelho
Enquanto ensaias num beijo de cinema
Um poema melodia da tua voz

Com versos tensos de música marcial
Suave como a chuva das nuvens de Verão
Ou triste como as minhas lágrimas de partida
Que em noites nuas de tranquilidade
Caiem silenciosamente às escondidas

Foto: Escalada - Renato Santos (olhares.aeiou.pt)

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