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CANTOS ILUMINADOS


E foi num poema colorido que divaguei pelas ondas da poesia
E pintei cantos iluminados no escuro e vi lábios cor-de-rosas
E numa alucinação confessa pensei ter partido esse muro
E foi abandonando a fantasia que o real me abordou
Adornou esse encantamento e deixou-me sem ar e sem jeito
E em apneias de espanto e em jogos de enredos
Abri o peito às balas. Quebrou o encanto?
Deixei sangrar os segredos e aqui estou forte e ferido
Real e delirante, repousando e ofegante
Dominando com a pena o espanto e o canto
Que com a minha poesia foi concebido


Foto: Quantum teleportation - ®gonçalves (olhares.aeiou.pt)

Comentários

Lúcia Machado disse…
Olá, amigo poeta :)

Estou em dívida contigo...
Tenho tido pouquissimo tempo para fazer uma das coisas que mais gosto...

Prometo que logo que possa, voltarei com mais calma :)

Conrtinuas a escrever de uma forma mt "doce"

Parabéns e obrigada pelo carinho

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