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UMA HARPA TAMANHO DO MUNDO



Espero sereno neste cantinho do palco

Não me incomodo com a economia dessas canções

Caído que estou no lugar onde tudo é música de fundo

A arranhar notas de flauta subidas na atmosfera

E a tocar uma harpa tamanho do mundo

No enredo fantástico da história da tua ópera


Num jogo de cantos e instrumentos oculto

Essa arte de canto é a espuma do mar

Vem de uma pérola esse movimento gracioso, adulto

De algum lugar no andar dos mares do sul

Os poemas conseguem ser pedaços de madeira flutuante ao longo da praia, querendo!

Eles derivam de uma raiz lenta e poderosa

Em que não consigo flutuar e me vai perdendo


Pára com as tuas palavras e o teu canto agora

Abre para mim a janela no centro do seu peito

Despe-te desse vil preconceito de diáspora

Mostra-me nas tuas canções que eu faço o teu jeito

Foto: Sax Potiguar - Ricardo Lopes - Mossoró Rn (olhares.aeiou.pt)

Comentários

Anónimo disse…
"Os poemas conseguem ser pedaços de madeira flutuando ao longo da praia, querendo"
Bonito o teu poema!

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