Avançar para o conteúdo principal

LÁGRIMAS SILENCIOSAS


Silêncios aterradores cor de prata
Abrem túneis nos meus pensamentos
As que foram, no passado, grandes ideias
São agora delírios dos momentos

Palavras desconcertantes caem da minha mente
Em passos apressados reflexos de escuridade
Um sossego perturbador chama-me
Lutam em mim a mentira e a verdade

Escorrem pela minha face rasgada
Gotas de água deliciosas
Do meu interior, brotam, olhando para fora
Gritos de lágrimas silenciosas.

Foto: Ponto de exclamação - Mariah (olhares.aeiou.pt)

Comentários

el.sa disse…
Gostei particularmente deste poema, talvez pelas "Palavras desconcertantes [que]caem da minha mente".
Metáforas fortes e originalidade!
Beijinhos imperturbáveis*

Mensagens populares deste blogue

AUREA- I Didn't Mean It (Lyrics)

Outro Natal (outros Natais)

Foto: Raul Cordeiro (Praça da República - Portalegre) Somos construídos de pouca matéria e muita memória De pouco presente e muita história Deram-nos braços para abraçar Beijos para beijar Mãos para dar E um berço de palha para adorar Somos desde sempre fanáticos por estrelas Por caminhos e preces Pela esperança de um dia Pela luz da poesia Nascemos todos os anos no mesmo dia Natal E morremos os outros dias, todos Levantamos e baixamos os braços Dormimos em silêncio Pouco olhamos as estrelas Esmorecemos aos poucos Cavamos túmulos e escrevemos poemas Apregoamos grandes lemas Mas nem usamos os braços para dizer adeus Feliz Natal a todos os meus leitores Obrigado por continuarem a ler...

VERSO E REVERSO

Se eu fosse um verso Seria com certeza um verso do inverso Escrito de trás prá frente Ou visto á lupa e á lente Se eu fosse um verso Teria que ter uma poesia para nadar Uma frase para rimar Um texto, um mar pra navegar Se eu fosse um verso Podia rimar com várias poesias Uma nova todos os dias Se eu fosse um verso Só, apenas, um simples verso Monossilábico, mesmo do inverso Seria a só a palavra Que a poesia do verso Quisesse Que fosse Se eu fosse um verso seria um pássaro Que faz das frases ramos E das poesias enganos Se eu fosse um verso Seria eu verso Mesmo do inverso Seria meu E nenhuma poesia reclamaria É meu Mas era se fosse um verso Como não sou verso nem do inverso Sou apenas o inverso do verso Sou o reverso Foto: Rodinhas1. - Ed Ferreira ( olhares.aeiou.pt )