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ESPERO-TE


Espero-te ainda, entre os poemas e as músicas…
Algures, entre a esquina dobrada pelo vento
Entre o cortejo das sombras lúdicas
Compassadas ao ritmo, de um novo alento

Espero-te talvez no meu pequeno espaço
Linha breve de tempo entre o nascer e a morte
Sonho acordar um dia no teu regaço
Desfrutar da minha triste e breve sorte

Espero-te como nau à deriva, em mar de tormento

Em noites de enigmas singulares…cifra inaugural
Reflectindo a luz da tua alma, no meu pensamento
Nas ondas que descansam no gesto nupcial

Espero-te ainda na sombra das flores de laranjeira
Que enfeitam o mais lindo dia da nossa vida
E entre os suspiros e gemidos da nossa vez primeira
Temos a infelicidade para sempre proibida

Espero-te na face escura da Lua

Nos corpos que se unem num poema de amor
Desejo ser o astro, onde dança a alma nua
Cortando o ar…Sem destino, nem pudor

Espero-te bem perto do lado contrário do Sol
Tolhido pela luz danço na tua emoção
És minha guia, minha alma, meu farol
Por ti derrete meu triste e pobre coração
Foto: Green Day - António Carreteiro (olhares.aeiou.pt)

Poema em Dueto: Raul Cordeiro / Lúcia Machado
23/11/2007

Comentários

Sara disse…
Passamos uma vida inteira a esperar sempre por mais e melhor. É a nossa lei e não há como negá-la. Gostei muito do Poema :) Parabéns e desculpe a invasão.
Lúcia Machado disse…
Cada vez que leio...

Gosto mais :P
Boa semana

beijinho amigo Poeta

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