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A MORADA DO MEU SILÊNCIO



Da praia deserta olho o céu
Prestes a sobre mim desabar
Segura-o o vento malandro
Que se entranha como meu
E a força das ondas do mar
Num constante versejar
Embaladas por murmúrios de sereias
Como se fossem as ondas
Do meu castelo as ameias
E no mar que se aproxima
Vem surfando nas ondas altas
A gota que deixei cair
A água da minha lágrima
Esta lágrima sentida
Junta com todas as tuas
Dão ao mar este ar bravio
Nele se esconde imperfeita
A morada do meu silêncio.
Foto: EU e o mar... - Pedro Casquilho (olhares.aeiou.pt)

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