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DA PENA DE UM POETA


Da pena de um poeta
Saem às vezes sem querer
Palavras sem rigor aparente
Daquilo que o poeta sente
Não, o poeta não mente
Apenas descreve o sentir
De quem não sabe escrever
O quanto está a chorar
Ou às vezes a rir
Parece às vezes que delira
Com uma fantasia delirante
Mas raramente é mentira
Aquilo que o poeta sente.

Foto: sol-irís - Daniela Urbano (olhares.aeiou.pt)

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