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Mensagens

AUREA- I Didn't Mean It (Lyrics)

Ana Moura - Tens Os Olhos De Deus

sou mesmo eu

há apenas um pouco de mim em tudo o que faço há apenas um pouco de mim no que disfarço há apenas um pouco de mim que desfaço há apenas um pouco de mim palhaço o resto sou mesmo eu

Rui Massena - Estrada

HMB ft. Carminho - O Amor é Assim

Outro Natal (outros Natais)

Foto: Raul Cordeiro (Praça da República - Portalegre) Somos construídos de pouca matéria e muita memória De pouco presente e muita história Deram-nos braços para abraçar Beijos para beijar Mãos para dar E um berço de palha para adorar Somos desde sempre fanáticos por estrelas Por caminhos e preces Pela esperança de um dia Pela luz da poesia Nascemos todos os anos no mesmo dia Natal E morremos os outros dias, todos Levantamos e baixamos os braços Dormimos em silêncio Pouco olhamos as estrelas Esmorecemos aos poucos Cavamos túmulos e escrevemos poemas Apregoamos grandes lemas Mas nem usamos os braços para dizer adeus Feliz Natal a todos os meus leitores Obrigado por continuarem a ler...

Nelson Freitas - Miúda Linda

MIA ROSE - QUALQUER COISA

D.A.M.A - NÃO DÁ

Cuca Roseta - Amor Ladrão

D-Day - Rui Massena

Átoa - Falar a dois

Homenagem a Herberto Hélder

Se houvesse degraus na terra... Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu, eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia. No céu podia tecer uma nuvem toda negra. E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas, e à porta do meu amor o ouro se acumulasse. Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se, levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho. Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra, e a fímbria do mar, e o meio do mar, e vermelhas se volveram as asas da águia que desceu para beber, e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas. Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo. Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata. Correram os rapazes à procura da espada, e as raparigas correram à procura da mantilha, e correram, correram as crianças à procura da maçã. Herberto Helder

Flash VIII - A felicidade, ainda a felicidade

A felicidade é um daquelas emoções básicas que integram a nossa bagagem pessoal de suporte essencial de vida tal como o medo, a tristeza e a ira. Talvez um dos grandes desafios seja compreender a base biológica das emoções. Assim, se a felicidade é uma emoção básica e tem uma base biológica haverá uma biologia da felicidade e uma biologia da infelicidade? Entre a alegria e a tristeza ou entre o medo e a ira será a felicidade o racional da bipolaridade? Seria então o choro o racional da tristeza e o riso o racional da alegria?  E será sinal de evolução biológica chorar de alegria ou rir da tristeza?  Ou são apenas traições biológicas? A felicidade parece sim tornar-se na nossa vida uma camisa de forças "florida" cujos limites são os estereótipos sociais. Felicidade parece referir-se ao ponto em que a a nossa gestão quotidiana parece cruzar-se com a busca do impossível. E se nesse caminho encontramos alguém (impossível não encontrar) as nossas felicidades encon...

Poema de indecisão (Republicação)

S e houvesse nos teus olhos um pouco mais de Sol, um pouco de chuva, um pouco mais de vinho, um pouco mais do açúcar da uva. Podia beber-te e saborear-te. Se não fosse só ilusão a tatuagem na sombra da tua mão, o delírio em que despertas e corres para mim na bruma, Podia mergulhar, nu, na tua espuma. Se não tivesse falhado todos os semáforos verdes da estrada, e desbaratado todos os amarelos, Seria agora livre. Se tivesse partido as algemas e roído as grades, e olhado os precipícios com sangue de herói, Seria agora um beijo a voar. Se tivesse acabado tudo o que comecei, beijado o que não beijei, se tivesse visto o Sol mais cedo, Seria agora um desvendado segredo.

pela liberdade, sempre...

Carlos do Carmo com Ricardo Ribeiro - Pontas Soltas

Ala dos Namorados - Águas Furtadas

Flash VIII - Os tempos do tempo

Disserto hoje sobre Chronos, Kairos e Aeon. A mitologia grega tinha três conceitos para o tempo. O tempo sequencial, cronológico ditador das coisas da terra e do seu crescimento e morte, personificado em Chronos.  O momento oportuno, a oportunidade, personificada em Kairos e o tempo da criatividade onde a medida não é ditatorialmente cronológica.  É este último tempo, personificado em Aeon, um verdadeiro tempo sem tempo. É este o verdadeiro tempo dimensional da poesia. Diríamos que este é o tempo da poesia, o tempo de Kairos o tempo do amor e o tempo de Chronos o tempo da vida? Todos amamos durante a vida nem que seja apenas a própria vida. E sobre esse tempo construímos poesia todos os dias com os nossos gestos, as nossas palavras ou os nossos sorrisos. E esses gestos, palavras e sorrisos fazem-nos amar e ser amados. E somos fruto do tempo e dos tempos do tempo.

Carminho - O Sol, Eu e Tu